sexta-feira, 30 de maio de 2014

Quem sabe?

Estava cansada, não queria mais! A metade de tudo tornara se pouco pra ela, como uma espécie de despertar ela acordara aos 32 anos.
Se via tão pequena, tão pouca de si...tão metade...tão nada.
Cansou de ficar com o "que sobrava ", cansou do " meia boca", já não queria mais o " final de festa". Queria mais, e  precisava de mais.
Gostava de pensar em alguém esperando por ela, sim esperando deixando tudo pra trás apenas aguardando sua chegada, queria pensar que suas opiniões eram prioridades e não mais se expressar quando ninguém se importara. Queria ser mais, precisava desse mais...embora não soubesse o que fazer com esse mais.
Cansara do frio, do gelado, do " sem importância". Difícil falar e não ser ouvida, ser ouvida e não ser compreendida....
Mas o que faria quando fosse notada?
Talvez não soubesse o que dizer quanto suas palavras enfim fizesse algum sentido para quem ouvia, talvez não soubesse como agir ao ouvir uma frase como " você é prioridade em minha vida" . Quem sabe o "quase", o "meia boca" o " fim de festa"  fossem o suficiente pra ela...quem sabe...quem sabe...


Ninaa 30/05/2014

domingo, 16 de junho de 2013

....

Se viu pensando nele outra vez, aquela ligação não saia da cabeça.
Sentiu o vento tocar seu rosto, o inverno se aproximava e não teria suas  mãos para aquece la.
Lembrou se daquela noite, os fogos, a música, seus olhos, sua boca, seu cheiro. Ah! Que saudade!
O tempo passou, os caminhos se fizeram opostos, contudo alguma coisa dele ela guardou bem lá no fundo, escondidinho onde ninguém jamais poderia tirar. Sabe aquelas pessoas que não passam nunca ?! Ele jamais se tornou um passado. 
Repetia todos os dias pela  manhã.  " - Ele não é mais seu." 
Tinha esperança que um dia o seu coração pudesse enfim entender e deixar que ele passasse.
Olhou pro telefone mais uma vez, respirou fundo e pensou se ouvira sua voz outra
vez.


Ninaa 16/06/2013

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A ligação

Acordara apreensiva aquela manhã não conseguia entender o que estava acontecendo, tudo estava no mesmo lugar como todos os dias, embora a sensação que tinha era que algo havia acontecido e nada estava igual. Acordou no mesmo  horário, se arrumou como de costume e caminhou para o trabalho pensando em como seria o dia que se iniciava.
Tudo parecida  estranho.
O telefone tocou normalmente como toca o dia todo, mas ela sentiu uma sensação diferente.
Era ele! Meu Deus! não podia acreditar fazia anos que não ouvia sua voz, mas reconheceu de imediato,  a voz doce, tímida, suave.  Não sabia o que dizer a ele, a vontade era de contar tudo o que havia acontecido com ela depois que o deixara, mas não conseguiu dizer nada, apenas responder as perguntas que ele fazia.
Não durou mais que vinte segundos e a ligação teve fim.
Ficou alguns minutos sem dizer nada, não conseguia entender a sensação que sentia, chorou.
Queria ter dito a ele, o quanto havia sido difícil sem ele......o quanto  ainda era difícil sem ele...em como ainda doía. 



Ninaa 10/06/2013

sábado, 4 de maio de 2013

Se ela soubesse...



“Tão pequenina tão dependente.Ela sorri a me ver, corre para os meus braços todas as  manhãs. "





Se ela soubesse que meu dia fica mais bonito quando ela está por perto. Se  soubesse que faz meu coração parar quando vejo que está em perigo. Se ela só imaginasse que só um sorriso seu muda completamente o meu humor, que largo tudo quando ouço sua voz me chamando.
Ah se ela soubesse o poder que tem sobre mim. Se ela soubesse que nada nessa vida é mais importante que ela.  Se ela soubesse que por ela deixei de ir pra baladas, me afastei de amigos, parei de beber e ando pensando sempre no futuro... Se  soubesse o quanto ela significa pra mim.
 Se ela soubesse que sou tão dependente dela, quanto ela é de mim....

Nina 04/05/13

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A Noticia





Estava difícil aceitar, apesar do tempo a distância o sentimento esta ali guardado, adormecido.
Já se passará dois anos desde a última vez que o viu, e parecia te- lo  visto a noite passada. Sabe aquelas pessoas marcantes que não importa o quão esteja longe continuam ali dentro de nós guardado a sete chaves? Então era assim que ela sentia em relação a ele, o guardava.
Sentou - se na calçada a noticia do seu casamento a deixará abalada. Acendeu um cigarro e volto no tempo, lembrou-se do seu sorriso, era o que ela mais amava nele. Pensou nas promessas, do beijo, do toque, cheiro... Quase pode sentir o cheiro dele novamente.
Lembranças jogadas ao vento...
Abriu os olhos voltando a realidade, aquela noite seria longa, a dor de estar perdendo o que não mais tinha apertava lhe o peito, não havia o que fazer. Amanhã seria o grande dia e teria que aceitar o destino.
Chorou em meio ás lembranças, a saudade... a dor...e ao medo... Que aos poucos adormeceu.


Ninaa 17/04/2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Ser Mãe...





Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.
— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?
— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde n
os finais de semana, nada de férias espontâneas…

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald's, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.

Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.

Autor Desconhecido

sábado, 29 de dezembro de 2012

                                                            Vento, leva pra longe estes pensamentos traiçoeiros, seca em mim as lágrimas que escorrem incessantemente, ameniza a dor e acalma esse meu peito.



Um dia desses sonhei com você. Era uma espécie de sonho de dejavi sei lá você parecia tão assustado com minha agressividade, tão perplexo com o rumo que aquela discussão seguia. Não entendo, foi você que quis assim.
Acordei no mesmo lugar de sempre, vazio, seco, rústico. Sorri, nada mudará.
Me lembrei de como nos conhecemos, do seu jeito, meu jeito realmente não fomos feito para durar. Nosso amor foi assim como uma chuva de verão, rápida, desejada e refrescante.
Depois da chuva o calor se segue quente em dias de verão.




Janaína 28/12/2012